As Relações Públicas são uma janela para o mundo

The-Open-Window-by-Henri-Matisse

As Relações Públicas são uma janela para o mundo na medida em que, quando aplicadas corretamente, são capazes de expandir consideravelmente a perspectiva de uma determinada organização acerca do meio onde se insere.

Segundo o Institute for Public Relations, as RP são “a disciplina que trabalha a reputação com o propósito de alcançar a compreensão e o apoio, influenciar opiniões e comportamentos. É o esforço planeado e sustentado para estabelecer e manter goodwill e compreensão mutua entre a organização e os seus públicos”.

De outra forma, trata-se da arte de projetar a imagem que se pretende perante o público bem como uma compreensão dos princípios que o norteiam, de modo a evitar ou minimizar lesões a nível da reputação organizacional.

Os autores do livro “Excellent Public Relations and Effective Organizations: A Study of Communication Management in Three Countries“ entrevistaram CEO’s de diversas empresas com o objetivo de compreender melhor o porquê de estes considerarem as Relações Públicas uma ferramenta tão valiosa. Existiram duas respostas distintas que se verificaram mais frequentemente.

A primeira, assentava no facto de os CEO’s considerarem que as RP fornecem, como supramencionado, uma perspetiva mais abrangente acerca daquilo que se passa tanto no interior quanto no exterior da organização.

O conhecimento aprofundado de que os profissionais desta área dispõem acerca da opinião pública e o foco que colocam nas necessidades e expetativas dos públicos com os quais se relacionam, ampliam a visão da organização a respeito do meio envolvente e de todos aqueles que a rodeiam e que, de alguma forma, a impactam ou são impactados por ela. Esta perceção mais ampla do mundo é fundamental para compreendermos verdadeiramente os stakeholders, os seus desejos, anseios, princípios e valores, aos quais devemos ir de encontro de modo a projetarmos a imagem desejada e estabelecermos relações de entendimento mútuo. É a isto que se chama uma janela, um elo de ligação entre o interior e o que está lá fora.

A segunda resposta mais frequentemente dada pelos CEO’s estava relacionada com a capacidade de gestão de crises por parte dos profissionais de RP.

A gestão de crises está diretamente relacionada com a reputação da organização, um dos seus bens mais valiosos e que, como tal, deve ser salvaguardada. A título de exemplo veja-se o caso do escândalo Volkswagen, a respeito da manipulação do dispositivo das emissões poluentes em veículos a gasóleo. Este incidente precipitou uma quebra de confiança que se repercutiu tanto ao nível das vendas como das acções da empresa, como podemos verificar

Situações como esta podem facilmente ser evitadas se se atuar de forma ética, no âmbito do interesse público e em conformidade com os valores da sociedade e da própria companhia – princípios fundamentais das RP. Também será essencial dispor de profissionais treinados para a gestão de crises pois, como disse o investidor e filantropo americano Warren Buffet ”demora 20 anos a construir uma reputação e apenas 5 minutos para a destruir. Se pensarmos nisto, faremos as coisas de outra forma”.

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